10 de fevereiro de 2011

Meninos de Menina

LOBO MAU (Shrek): Titia.


Miguel Bosé - 'LETAL' (De Salto Alto): Fatal!


Gael Garcia Bernal - 'ZAHARA' (Má Educação): Visitante indesejada.


Robin Williams - 'EUPHEGENIA' (Uma Babá Quase Perfeita): Quase...


Patrick Swayze - 'VIDA' (Para Wong Foo, Obrigada Por Tudo! Julie Newmar): Diva!


Ary Fontoura - 'DINA' (A Guerra dos Rocha): Bruxa do 71?


John Travolta - 'EDNA' (Hair Spray): Mamãe fofa.


Rodrigo Santoro - 'LADY DI' (Carandiru): Princesa.


Johnny Depp - 'BON BON' (Antes do Anoitecer): Raivosa.



Imagens capturadas em:
http://www.fanpix.net/picture-gallery/aron-warner-picture-14406313.htm
http://www.todosalcine.com/Reportaje%20%20del%20mes.html
http://www.rottentomatoes.com/m/bad_education/pictures/8.php
http://johnnydeppnahh.blogspot.com/2010_11_19_archive.html
http://blig.ig.com.br/tudoparamulheres/2009/09/16/homenagem-a-patrick-swayze/
http://oglobo.globo.com/plantao/
http://acervodocinema.blogspot.com/2011/01/hairspray-em-busca-da-fama.html
http://bert-trashboi.blogspot.com/2010/10/carandiru-2003.html
http://www.moviemail-online.co.uk/film/10660/Before-Night-Falls-/

Meninas de Menino(a)

Felicity Huffman - 'BREE' (TransAmérica): Uma dama!


Bruna Lombardi - 'DIADORIM' (Grande Sertão Veredas): Diaba.


Angelina Jolie - 'EVELYN SALT' (Salt): Camaleoa.


Meryl Streep - 'RABINO' (Angels in America): Bendita seja!


Hilary Swank - 'BRANDON TEENA' (Meninos Não Choram): Menino de ouro.


MULAN: Firmeza e ternura.


Amanda Bynes - 'VIOLA' (Ela é o Cara): Boa de bola.


Gwyneth Paltrow - 'VIOLA' (Shakespeare Apaixonado): Ingênua.


Joyce Hyser - 'TERRY' (Quase Igual aos Outros): Obstinada.


Antonia San Juan - 'AGRADO' (Tudo Sobre Minha Mãe): Agradável e autêntica!



Imagens capturadas em:
http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/1875/transamerica-2005/
http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Pt/GrandeSertaoVeredas
http://english.hebei.com.cn/living/ent/20100824/1723.html
http://minimosymaximos.blogspot.com/2010/12/meryl-streep-una-actriz-con-mayusculas.html
http://www.toutlecine.com/images/film/0000/00006216-boys-don-t-cry.html
http://www.nytimes.com/imagepages/2006/03/19/arts/19solo_ready.html
http://arquivo-bruto.blogs.sapo.pt/266492.html
http://www.alltopmovies.net/women-playing-men-movies/
http://www.flixster.com/photos/just-one-of-the-guys-6007574?gallery=movie-10772
http://modaeurbana.blogspot.com/2010/01/los-abrazos-rotos-o-novo-filme-do.html

9 de fevereiro de 2011

Imagens musicais

EVITA


NINE


MOULIN ROUGE


CHICAGO


DANÇANDO NO ESCURO


ALL THAT JAZZ


TANGO


FAMA


Imagens capturadas em:
http://www.movieposter.com/poster/MPW-37688/Evita.html
http://www.aceshowbiz.com/still/00003632/nine17.html
http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/361/moulin-rouge-amor-em-vermelho-2001/
http://beautydart.wordpress.com/2011/01/28/beauty-in-the-movies-chicago/
http://www.cinema.com/film/3940/dancer-in-the-dark/gallery/index.phtml
http://michaels-mixedmedia.blogspot.com/2010/07/alphabetical-film-festival-all-that.html
http://www.123people.com/s/cecilia+narova
http://www.fashionrat.com/fashion-in-film-fame/

Imagens que dançam

DIRTY DANCING - RITMO QUENTE


BILLY ELLIOT


O SOL DA MEIA-NOITE


FLASHDANCE


A ÚLTIMA DANÇA


VEM DANÇAR COMIGO


SOB A LUZ DA FAMA


CISNE NEGRO


Imagens capturadas em:
http://www.thecheapgirl.com/2009/09/14/dirty-dancing/
http://www.buscafilme.com.br/filme/billy-elliot/
http://www.flickr.com/photos/bollydreamz/2716999783/sizes/m/in/photostream/
http://modafeevale.wordpress.com/2009/12/18/11-filmes-para-quem-gosta-de-moda/
http://houseofmirthandmovies.com/2008/11/11/super-difficult-impossible-screencap-challenge-november/
http://mundoclassico.zip.net/
http://littlelarycult.blogspot.com/2011/01/critica-do-filme-black-swan.html

8 de fevereiro de 2011

Dançando no Escuro: porque viver é ver


Um filme que não pede análises... Só convida os sentidos para ver, ouvir, imaginar e pensar que a vida poderia ser um eterno musical. Em "Dançando no Escuro" (2000), sob direção de Lars Von Trier, Bjork brinda os olhos e o coração com uma atuação singela e precisa e questiona o senso de pertencimento à espécie humana.


A ternura inocente da menina que assistia musicais e saía do cinema antes da última canção para que o filme continuasse acontecendo em sua lembrança.


A entrega desmedida de uma mulher que dá à luz um filho pelo prazer de segurar outra vida em seus braços. A dedicação desinteressada de quem, sem poder enxergar, caminha diários quilômetros e se arrisca entre máquinas para que o filho possa ver para sempre.


A doçura de quem faz dos ruídos mecânicos – música; das ferramentas – objetos cênicos; do movimento do trabalho braçal – dança.


A luz de quem não enxerga, mas cria e vê imagens raras, faz da vida uma coreografia e, sem tropeçar uma só vez, dança feliz na escuridão.


Incompreendida por aqueles que não alcançam seus sonhos, se pergunta: “O que ainda há para ver?”


E no final, entre uma corda, pernas bambas, 107 passos e um óculos, derrete os corações empedernidos: “Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem. Só será a última canção se deixarmos que seja.”


Imagens capturadas em:
http://www.cinema.com/film/3940/dancer-in-the-dark/gallery/index.phtml

7 de fevereiro de 2011

relato (s)em dó menor


Saí sozinho ouvindo música e tomei um ônibus meio a esmo. Fui buscar “Tudo Sobre Minha Mãe” e uma saudade maternal invadiu meu eu acanhado, confundindo-me a vida com o longa-metragem.

Andei como quem quer esquecer os pensamentos, adentrei lojas como quem cruza labirintos e, como de costume, peguei vários dvds e não comprei nenhum... Hoje o que eu queria mesmo era a “Mulher Gato” para ronronar comigo.

Tentei assustar o sentimento saudoso com um cappuccino gelado, mas o que vi, como o homem indiferente que olha a humanidade aflita em busca de acasalamento, foram flertes passando sem encontrar reciprocidade alguma.

Me táxi-transportei para casa atento para o fato de que minha poesia anda fajuta e meio ranzinza. Debruçado sobre minha nova escrivaninha, que de longe me faz recordar a escrivaninha xerife relatada em um texto bonito que li ano passado, debulho bobas palavras para consolar a tristeza infinda do dia que já se foi.


Imagem: Eloy Azorí no filme "Tudo Sobre Minha Mãe" de Pedro Almodóvar.
Capturada em:
http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/935/tudo-sobre-minha-mae-1999/

6 de fevereiro de 2011

ao travesseiro


Há um punhado de coisas a serem ditas a mim mesmo. Mas que palavras usarei para que eu entenda?

Em algum lugar de mim há um ponto que dói, mas nenhum sinal me indica a direção, nem sei que calmante tomar.

Tenho estranhado minha vontade de não estar só. Ela cisma que tem um segredo a me contar, todavia, se faz de cega, surda e muda.

Há alguns dias fui acordado por palavras frugais, acentos que não eram meus, aposentos que imaginei nos céus, acalantos que deixei ao léu.

De destino e senda, fogo e memória, aconchego meus gestos em toques que transcendem o sim e o não, para, numa pacata tentativa, ascender uma pequena chama de amor e nela adormecer.


Imagem: Colin Firth no filme "Direito de Amar", de Tom Ford.
Capturada em:
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=8023&aba=detalhe

5 de fevereiro de 2011

Cisne Negro: a dupla personalidade do balé


O fabuloso enredo do Balé de Repertório “O Lago dos Cisnes” encarna numa construção cinematográfica que mistura suspense, drama e música. A lenda das mulheres cisne ‘Odete e Odile’, personalidades antagônicas, é revestida de sussurros e arrepios num lago vertiginoso de imagens espelhadas, profundas e obscuras.


“Eu só quero ser perfeita”, a frase da bailarina Nina, uma excelente atuação de Natalie Portman, que no esforço obstinado e descontrolado de protagonizar a Rainha Cisne em uma nova versão do tradicional Balé, mistura realidade e ficção, cruzando de maneira sinistra a vida e a arte.


Perfeccionismo pode ser uma das palavras que define o classicismo do balé, um estilo de dança que ainda se pretende a ‘base da dança’, quando na verdade, sem desmerecer sua importância histórica em transmutar a dança de evento social vivido para evento artístico assistido, é apenas mais uma entre as tantas modalidades de dança.


Rigor e virtuosismo talvez sejam os grandes fantasmas que perseguem as bailarinas clássicas: ser a solista, a primeira, a melhor, a princesa, a fada, a rainha cisne. Assim se esconde, sob o véu da ‘beleza artística’ que maquia a aura do balé, dores e lesões físicas, traumas psicológicos e uma disciplina quase nazista que seleciona certos corpos e descarta outros.


Ambos os cisnes, o branco – Odete e o negro – Odile, são vividos por Nina, tanto no papel que objetiva protagonizar quanto na vida de menina e bailarina meiga. Inocência e picardia, frigidez e volúpia sexual são os ingredientes de que precisa para viver a Rainha Cisne e é nos seus dramas cotidianos que ela os vai buscar.


“A única pessoa no seu caminho é você mesma”, frase que tenta questionar os objetivos alucinados da bailarina, de modo particular, e de toda pessoa, de modo geral. Alguns de nós talvez sofra com a tendência de culpabilizar os outros por nossos sonhos não realizados, quando, na verdade, somos nosso próprio problema.


Natalie Portman empresta à frágil Nina o poder de ser, além do inocente cisne branco, um cisne negro sedutor plumado a rigor, superando expectativas e arrepiando poros e olhares, penas e pesares quando sonhos são afogados num lago de anseios desenfreados.


Cisne Negro (USA, 2010), dirigido por Darren Aronofsky, assusta, questiona e comove possibilitando outros olharares para a dança e para o corpo que dança. Afinal, o que é a dança, uma doutrina de passos ou uma forma de pensar/sentir e mostrar isso com corpo?


Imagens capturadas em:
http://studioagra.blogspot.com/2010/12/cisne-negro-black-swan.html
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=5899&aba=detalhe

2 de fevereiro de 2011

Biutiful, porque mesmo na dor forjamos beleza

O que mais se pode esperar da vida quando traição, doença, morte, negócio ilícito e incerteza quanto ao futuro dão os tons do enredo cotidiano? Em que é possível crer para não desesperar?


Biutiful, beleza em inglês (beautiful), escrito como se lê. O que pode haver de belo na vida se a lermos como ela é? Um pai ensinando o filho no dever de casa, sem ter certeza de como se escreve ‘beleza’, faz o seu gesto de afeto e cuidado ser a coisa mais bela do mundo. O que importa mais, a beleza carnal do gesto ou a forma de escrevê-la?


Cálidos diálogos entre pai e filha sussurrados no escuro da noite, misturando dores, ternuras e um adormecer que soa como descanso e despedida. Na lembrança de um anel, que passa de avó para neta, perpetuam-se sentidos de enlaces e amores entre familiares desconhecidos, mas que conseguem ascender saudades.


Um conto dramático e envolvente de um homem que, apesar de todos os pesares, empenha-se na tarefa diária de ser um pai afetuoso, seguro e próximo. Um pai que só conheceu seu próprio pai por meio de uma fotografia de quando este tinha 20 anos. A imagem de um pai jovem é o que ele guarda e acalenta na memória e na saudade.


Com a vida encurtada pela doença, seu desafio (mais próximo de um desespero controlado) é proporcionar cuidado aos filhos pequenos que não podem contar com a lucidez e o amparo da mãe, Marambra (Maricel Álvarez). Entre dúvida e tristeza, um anjo da guarda de asas morenas, também sofredor, pode afagar as dores.


Um dilema assim, vive Uxbal, extraordinariamente interpretado por Javier Bardem, no filme espanhol “Biutiful” (2010), dirigido e roteirizado por Alejandro González Iñárritu em homenagem ao seu pai, a quem poeticamente chama de 'velho carvalho'.




Imagens capturadas em:
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=7925&aba=detalhe
http://biutiful-themovie.com/photos
http://www.sosmoviers.com/2010/12/notas-de-produccion-biutiful/3/