28 de junho de 2011

Elas têm o poder

SHE-RA

JEM

TEELA (HE-MAN)

MULHER-ARANHA

JAYNA (SUPER-GÊMEOS - SUPER AMIGOS)

DIANA (CAVERNA DO DRAGÃO)

CHEETARA (THUNDERCATS)

ESTRELA DE FOGO (AMIGOS DO ARANHA)

SHEILA (CAVERNA DO DRAGÃO)

MULHER MARAVILHA (SUPER AMIGOS)

27 de junho de 2011

Malvadezas de outrora

FELINA (SHE-RA)

GARGAMEL (SMURFS)

SOMBRIA (SHE-RA)

ESQUELETO (HE-MAN)

VINGADOR (CAVERNA DO DRAGÃO)

MALIGNA (HE-MAN)

HORDAK (SHE-RA)

DIABOLYN (CAVALO DE FOGO)

MUMM-RA (THUNDERCATS)

URÂNIA (JEM E AS HOLOGRAMAS)

25 de junho de 2011

Das aves que posso ser


Entre as sobriedades que encontro pela vida afora, deixo aflorar sentimentos e vontades de estar só, talvez para me conhecer melhor, saber porque sou mais assim e menos assado.

Vou me dando conta que entre fins, meios e começos, deixei um menino para trás, um moleque sonhador que cheirava a relva e sonhava com as luzes de um palco. Acho que ainda sou um pouco assim.

Como um cisne negro, desloco minhas dualidades para que dancem e jamais se entreguem ao sono da previsibilidade que apaga a surpresa, o encanto, a criatividade. Picardia não se apanha ao relento, se tece como rede, entre os vários fios, pontos e nós do dia a dia.

Entre minhas penas, me faço cisne, pombo, águia e galinha, falcão de vez em quando. Entre alçar voos, rasgar nados, ciscar terrenos, passo tempos pensando que sou pássaro, para que passem os dias e eu chegue lá.

Imagem capturada aqui.

24 de junho de 2011

Quando o fim se faz em azul

A dor é a personagem que melhor atua quando a cena é o final de um romance. Todavia, ainda é possível não ser piegas ao produzir imagens, ações e canções para dizer que um amor acabou.

O fim de um processo, o fim da permanência em um local, o final de um curso, o fim de uma relação... Elementos vivos se cruzam com a imagem viva na tela. Vida e cinema se abraçam e trocam afinidades fazendo do corpo (m)eu, o lugar desse encontro melancólico.


"Blue Valentine" (2010), que nada tem de "namorados para sempre", é um filme desses que se arrastam com a gente para casa. Consegue pintar de um azul doído o fim de um relacionamento e reporta-nos para as tantas perdas que na vida ganhamos.

Michelle Williams e Ryan Gosling atuam numa espécie de tradução carnal dos malgrados que um fim pode instaurar. Devolvem-nos a inocência e a culpabilidade das sentenças que uma convivência decreta.


Talvez, o que nos namore para sempre sejam os tons azuis, ou de outras cores também, de um fim que volta e meia torna a terminar na lembrança que não finda. Enfim, finitudes assopram nas estridências de uma voz feminina que, cantando, se intercala ao coro que insiste... "You and me... You and me..."

Imagens capturadas aqui.

4 de junho de 2011

Magnetizando sentimentos de metal


Quando se está aprendendo a ser só acontece um tipo de mutação. O homem de ontem não é mais o de hoje. Em mínimos percentuais a evolução vai instaurando suas transformações cotidianamente. Somos ex-homens, x-men, que se modificam em suas relações.

Sem apologia à diferença e sem vitimizações simplórias, entendo que diferir pode doer. Assumir postura provoca ruptura, implica em constituir uma pergunta, no corpo que se é, que nem sempre pode ser respondida.

O personagem Magneto (Michael Fassbender) do filme "X-men: first class" (2011), dirigido por Matthew Vaughn, é um menino que descobre aquilo que pode em meio às perdas afetivas que vão se concretizando em sua vida. E um cuidado importante que se configura é equilibrar o poder entre a raiva e a serenidade.

Quando alguém que nos constitui é tirado de nós, forças quase inexplicáveis ditam normas que soam como lâminas afiadas, enrubecem o corpo e dissolvem o filtro da ética que por vezes guia o agir. Perder, possibilita ganhos contraditórios, que anseiam por um equilíbrio que nem sempre temos de imediato.

Aleatoriamente, vamos tecendo modos de despir a diferença que constitui o eu opositor que somos. Entre malandragens e hipotermias emocionais, se ajusta um corpo que interfere no ambiente por onde passa, magnetizando sentimentos de metal, seus e de outros.


Imagem capturada aqui

4 de maio de 2011

Para recriar Kahlo no Corpo


Pintei o céu de azul celeste
Quando acordei com o dia nublado e de cor
Triste amarelada fiz o dia entardecer.
Eu me canso de chorar e não amanhece.
Bem no meio da minha pelvis ouço um grito
Interminável, choram lágrimas vermelhas
E eu rio melancólica, dessa vez não menstruei.
De Narcíso sinto e pinto o espelho do meu mundo
Do meu amor, eu sou perfeita!
Faço dos meus passos, coloridos
E atravesso o universo correndo.
Olhos que enxergam a alma, as cores
Os calos da minha vida souFrida.


Texto: Ricardo Albuquerque
Foto: Odailso Berté