30 de dezembro de 2010

Referências - 1

Rihanna com referências de Whitney








Imagens capturadas em:
http://listas.terra.com.br/musica/616-qual-a-melhor-musica
http://www.werloved.com/Whitney%20Houston.htm
http://connect.in.com/umbrella-rihanna/images-rihanna-83-jpg-image--1-319078476204.html
http://www.lastfm.com.br/user/whitneyfanfan
http://mpopbrdiscografia.blogspot.com/2010/06/good-girl-gone-bad.html
http://www.galeon.com/allmusic/caratulas/w/w.htm

29 de dezembro de 2010

Entre hoje e amanhã


Nós só temos este momento... Aqui... Agora... O futuro é só um conceito que usamos para evitar o nosso presente. É aqui e agora.

Trecho do texto da personagem Brenda da série "A Sete Palmos" (Episódio 9: Olhar alheio - Segunda Temporada)
Foto: Odailso Berté

Entre Frida e Narciso


Tentei fazer auto-retratos, mas ficam sempre tão planejados, como se eu tentasse ser uma versão de mim mesmo. Isso é tão imaturo.

Eu acho que é impossível alguém ver a si próprio, você precisa do olhar alheio. Preciso que outra pessoa me veja.

Esse é o problema de Narciso: não é que esteja apaixonado por si próprio, na verdade, ele odeia a si mesmo. É que sem esse reflexo ele simplesmente não existe.

Trecho do texto do personagem Billy da série "A Sete Palmos" (Episódio 9: Olhar alheio - Segunda Temporada)
Foto: Odailso Berté

Mimos


As alegleeas dos presentes de Natal deixam perfume nas mãos, canções de amor na memória e reticências nos dias que seguem...

Foto: Odailso Berté

28 de dezembro de 2010

O presente ar


Tenho o presente que vivo, o que dei, o que recebi e o que ainda espero. Difícil encontrar alento em um hoje desacorçoado, sem cordas e sem coragens.

Na embalagem espalhafatosa do dia, nem percebi que ainda temo o inseguro e os fantasmas da minha voz, mas não vou pedir “não me deixe só”, meu orgulho ferido não deixa.

Lentamente volto para meus aconchegos, mais um capítulo da série onde viver e morrer seguem num bonito contínuo no qual eu também continuo, vivendo e esperando o presente.

Foto: Odailso Berté

Memoráveis refeições

O louco jantar de Rihanna
(Performance "Only Girl" - The X Factor 2010)




O Chá Maluco (Alice no País das Maravilhas - Tim Burton)


A Festa de Babete (Gabriel Axel)


A Última Ceia (Leonardo da Vinci)

O Banquete de Platão (Anselm Feuerbach)



Imagens capturadas em:
http://athome.kimvallee.com/2010/02/the-tea-party-in-the-new-alice-in-wonderland/
http://cinemarden.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
http://clipestesia.com.br/2010/07/miss-nothing-the-pretty-reckless/
http://www.healthcareneutraladrblog.com/articles/commercial-healthcare-disputes/

27 de dezembro de 2010

Emoções e saudades com Gadú e Dona Cila



Na manhã do dia 27 de dezembro de 2010, na berinha do fim de ano e com um mês de novos afetos e desejos, vi o clipe "Dona Cila" de Maria Gadú. Um soluçar ameno tomou conta do corpo e muitas lembranças de mães, avós e tias se derramaram pelo rosto. Na saudade delas repito um trecho da canção:
"De todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu".

26 de dezembro de 2010

(E)Ternas Personagens Negras

Whitney Houston - "Fada Madrinha" (Cinderella)


Halle Berry - "Tempestade" (X-MEN: O Confronto Final)


Whoopi Goldberg - "Celie" (A Cor Púrpura)


Queen Latifah "August", Jennifer Hudson "Rosaleen", Alícia Keys "June"
(A Vida Secreta das Abelhas)



Imagens capturadas em:
http://www.flixster.com/photos/whitney-houston-rodgers-hammersteins-cinderella-6392844
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=200&aba=detalhe
http://www.aimorelo.lgbt.com.br/2010/09/cor-purpura-filme-spoiler.html
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=6941&aba=detalhe

Barbies de verdade (da mesma coleção)

Grazi Massafera


Fergie


Renata Fan




Imagens capturadas em:
http://alfredojunior.files.wordpress.com/2010/09/grazi-massafera.jpg
http://musikasnet.wordpress.com/2008/01/24/fergie-fergalicious-4/
http://noticiaspb.blogspot.com/2009/02/renata-fan-pensa-em-fazer-programa.html

Sobre estrelas, musas e inspirações

Madonna - Marilyn Monroe



Kylie Minogue - Brigitte Bardot



Nicole Scherzinger - Diana Ross




Imagens capturadas em:
http://coroasescudoseamendoas.blogspot.com/2007/12/msica-indita-de-madonna.html
http://www.easyart.com/art-prints/Celebrity-Image/Marilyn-Monroe---Balcony-728217.html
http://teemix.aufeminin.com/star/photo-394032-kylie-minogue-brigitte-bardot.html
http://canalmoda.blogspot.com/2009/10/brigitte-bardot-icone-atual.html
http://www.rnbmusicblog.com/pussycat-dolls-hush-hush-video/6015/
http://makeupbeat.com/blog/2008/01/20/diana-ross-better-with-makeup/

These are special times

Ontem foi Natal. Um tempo especial que ainda enternece meus sentimentos, seja pelo apelo cristão do Deus-verbo que se faz Homem-corpo, pelas preciosas lembranças de minha infância, ou, pela saudade de casa, pelas ausências de pessoas especiais com quem vivi outros natais... Enfim, tantas imagens poderiam ser acrescentadas.

Mas ontem, embaladas pelas canções do cd de Natal de Celine Dion (referenciado no título desta postagem) duas imagens se cruzaram, uma fictícia e outra real. Uma onde ele cuida dela e outra onde ela ainda cuida dele.

A primeira imagem, do filme "Up - Altas Aventuras" (EUA, 2009), é do casal Karl e Ellie. Se conheceram na infância e compartilharam do mesmo sonho: viajar num dirigível para conhecer a América do Sul. Todavia, as surpresas da vida mudam, a seu bel prazer, as coisas que pretendemos fazer. Mas se perpetuam os gestos de ternura de Karl em cuidar de Ellie quando precisou e seguir cuidando do sonho dela quando ela já não mais podia lutar por ele.


A segunda imagem é bem mais táctil, um presépio vivo, onde José e Jesus se (con)fundem sob o nome de Alfredo. Uma senhora de nome Maria dedicada em cuidar de 'Jesus-Alfredo' já mais próximo da Páscoa do que do Natal, fragilizado pelo mal de parkinson. Um senhor que volta a ser criança, invertendo aos nossos olhos aquilo que entendemos por linha da vida. Um nascimento ao revés que arrepia e comove, pois explicita o quão frágeis somos todos nós. E Maria consegue cuidar dele para além das forças de seu corpo já cansado pelo tempo. Uma Maria cheia de graça, mas sem anjo e boa-nova. Uma Compadecida, como narrou Suassuna.


Na dor e na doçura dessas imagens penso e rezo a vida, tanto a que continua quanto a que finda. Declaro só pra mim, entre lágrimas e sorrisos, que estes são os momentos especiais da vida, que nos colocam na parede, no limite, no centro, no eixo, no rumo certo. As imagens e a canção ressoam carinhosamente em meus ouvidos dizendo: "these are the special times" .


Imagens capturadas em:
http://olipoli.tumblr.com/post/267714764/pmslikeabitch-via-heckyeahup-carl-and-ellie
http://blogdomrcondes.blogspot.com/2007_12_01_archive.html

23 de dezembro de 2010

Harry Potter: entre mortes, serpentes e perdas

O início do fechamento do ciclo. A trajetória de Harry Potter pelas telas do cinema cumpre com êxito e impacto seu primeiro tempo na batalha final. Os sete anos na Escola de Hogwarts fizeram de Harry Potter (Daniel Radcliffe) um herói da magia, um bruxo sagaz e um amigo inestimável.


Mesmo sentido com a perda do mestre Dumbledore, Potter tem ainda uma grande tarefa a cumprir na luta contra seu anti-ego, aquele que não pode ser mencionado, o Senhor da Morte Lord Voldemort (Ralph Fiennes).

As perdas, fiéis seguidoras de Potter, tem continuidade logo no início dos confrontos com os Comensais da Morte. Lutar sozinho talvez seja um alívio para as perdas. Mas os queridos e mais próximos amigos não desmancham o elo de proximidade e em trio seguem para o que tiver de ser.


Em um dos momentos duros e frios do denso caminho rumo ao inesperado que há de vir, resta uma uma ponta de sensibilidade e afeto para o compartilhar de uma dança simples e improvisada entre Harry e Hermione (Emma Watson). Uma pérola de bem querer em meio ao tempo de maldades já bem próximo.


O clã dos Comensais da Morte junto de seu mentor, o Lord Voldemort, se fortalece em uma ceia maquiavélica, ofídea e antropofágica, onde a vida é o inimigo a ser combatido. Pessoas são o alimento da serpente do mal.


Fazendo jus em ser uma comensal da morte Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter), a bruxa sanguinária, parece simular orgasmos com as vidas que liquida. Numa interpretação visceral, a atriz Helena Bonham Carter consegue arrancar gritos de suas vítimas e despertar raiva no espectador atento.


E o dono do momento mais emocionante do filme é o pequeno e humilde elfo Dobby. Eternamente grato a Harry Potter por sua liberdade, o pequenino arrisca sua vida para auxiliar o amigo. Soando do seu corpinho frágil, a conhecida frase "que lindo lugar para estar com amigos" banha o rosto da gente tal qual o mar que compõe o ambiente da cena.


Entre emoções e sustos fica a espectativa para o segundo tempo da comovente e desafiadora história de "Harry Potter e as Relíquias da Morte" (2010), filme dirigido por David Yates.

Imagens capturadas em:
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=5803&aba=detalhe
http://www.thfire.com/tag/harry-potter-and-the-deathly-hallows
http://www.allmegastar.com/photo/2010_hp7_i_041_big.html

Harry Potter: entre prisão, cálice, ordem e enigma

Mesmo sem ter mergulhado na sequência de livros escrita pela britânica Joanne K. Rowling, me aventurei na sequência cinematográfica articulada pelos três diferentes diretores que sucederam Chris Colombus - inaugurador da jornada que pôs Harry Potter nas telas. Após a maratona de aventuras e surpresas, ao longo dos seis filmes, recorto trechos e imagens para prolongar as boas sensações e os encantos.

De "O Prisioneiro de Azkaban" (EUA, 2004), dirigido por Alfonso Cuarón, ressalto a possibilidade, mesmo que imaginária, de voltar no tempo, poder ser espectador dos próprios atos, olhá-los pelo revés, avaliar o processo de vida, retomar momentos, ver os feitos por outro ângulo e perceber o quanto as escolhas feitas e as atitudes tomadas foram decisivas, equivocadas ou, simplesmente, momentâneas. Mesmo com as perdas, que não deixam de perseguir o jovem Potter (Daniel Radcliffe), fica a esperança de que "aqueles que nos amam nunca nos deixam de verdade".


De "O Cálice de Fogo" (EUA, 2005), dirigido por Mike Newell, menciono a capacidade de não deixar ninguém para trás - uma atitude utópica para a atualidade capitalista. Tendo sido o 'quarto escolhido' para representar sua escola no campeonato de 'Três Bruxos', Potter (Daniel Radcliffe), faz mais do que as obrigações da competição. Em momentos de extrema dificuldade onde sua classificação poderia estar ameaçada, ele não consegue deixar pessoas para trás, opta por ter o outro consigo. Mesmo que uma derrota seja a condição, a alteridade prevalece.


De "A Ordem da Fênix" (EUA, 2007), dirigido por David Yates, destaco as proibições a que a Escola de Hogwarts foi submetida. Uma inspetora, a professora Dolores Umbridge (Imelda Staunton), que acredita educar apenas pelo abuso de autoridade, impõe a proibição no lugar do acordo. Ao invés do diálogo, a norma se sobrepõe às pessoas e determina que educar passa por relações de saber e de poder. É comovente a cena em que a professora Sybila Trelawney (Emma Thompson) é explusa da escola inocentemente acusada, pela rígida inspetora, de charlatanismo.


De "O Enigma do Príncipe" (EUA, 2009), também sob direção de David Yates, recorto duas daquelas personalidades improváveis, das quais pode não se esperar muita coisa: "a menina aluada" e "o velho em fim de carreira".

Luna (Evanna Lynch) é a menina que pouco é levada a sério. Costumam dizer que ela "vê coisas", fala com fantasmas e vive no mundo da lua. Ou seja, uma pessoa à qual não se pode dar muita credibilidade. Todavia, Luna, simples e despretenciosa, é quem aparece nos momentos mais improváveis para prestar um auxílio necessário, como a luz da lua em noite escura.


Alvo Dumbledore (Michael Gambon) , o professor que gosta de fazer tricô, com imensa humildade, vê-se diante do momento de parar. Quase como um Cristo idoso a caminho do martírio, não foge das fatalidades do destino. Entregue ao percurso da vida e ao traço dos acontecimentos, na iminência do combate, ele é obrigado a deixar vacante seu cargo de diretor da Escola de Hogwarts. O velho sábio parece cansado, como o sol se escondendo perante a tempestade que se aproxima.


Talvez estes não sejam os detalhes privilegiados nos roteiros dos referidos filmes. Todavia, são recortes feitos pelo meu olhar de espectador e criador de sentidos. São os pequenos encantos que me enfeitiçaram na trajetória de Harry, Hermione e Ron.

Imagens capturadas em:
http://www.cinemaemcena.com.br/Procurar.aspx?procurar=harry%20potter

Harold e Maude: recriando possibilidades de vida


Assistindo ao último capítulo da primeira temporada da série "A Sete Palmos", me deparei com a citação do filme "Harold and Maude" (EUA, 1971), versão brasileira "Enasina-me a Viver", direção de Hal Ashby.

Em ambiências lúgubres e, ao mesmo tempo, luminosas, onde um jardim coberto de flores faz analogia com um cemitério repleto de sepulturas, vida e morte formam um contínuo, sem os horrores fúnebres aos quais estamos acostumados.

O adolescente Harold se entende como alguém que não tem vivido, que já morreu algumas vezes. De família abastada, ele vive sabotando os planos da mãe autoritária que tenta manobrar sua vida profissional e afetiva.

Certo dia, em um velório de alguém desconhecido - ambiente o qual adorava frequentar - Harold conhece Maude, uma senhora de 79 anos, que possibilita-lhe recriar perspectivas de vida... Perspectivas estas que interpelam certas compreensões de corpo, amor, ordem, status, alteridade e sexo normativizadas pela Igreja, pelo Exército e pela própria Psicologia.


O roteiro de Colin Higgins, que já foi adaptado para TV e teatro, encanta com suas doses existencialistas e tragicômicas. De sua preciosidade literária, destaco algumas frases que podem até soar como versos de auto-ajuda, mas, se aqui estão, é porque fazem algum sentido, para mim, pelo menos.

Tente uma coisa nova todos os dias, afinal a vida nos foi dada para ser descoberta, não vai durar para sempre.

Eu acho que a maior parte dos males do mundo vem de pessoas que são "isto", contudo, permitem que sejam tratadas como "aquilo".

- Você reza?
- Rezar? Não. Eu me comunico com a vida.

- Você tem mesmo muito jeito com as pessoas.
- Ora, são da minha espécie.




Imagens capturadas em:
http://surpresasocultas.wordpress.com/2010/09/09/filmes-de-ter-harold-and-maude-1971/
http://castandbind.blogspot.com/2008/11/maude.html
http://4thwall.de/index.php?/archives/6-Harold-and-Maude.html

19 de dezembro de 2010

Pina Bausch - dança - imagem - cinema



A obra da diva da dança contemporânea nas telas do cinema.
Um filme para Pina Bausch, de Wim Wenders.
PINA - Tanzt, tanzt sonst sind wir verloren
Pina - dance, dance ou estaremos perdidos

15 de dezembro de 2010

Eis a questão


Pergunta quem quer entender, responde quem sabe...

Helena Katz (2005) diz que no corpo há perguntas permanentes do homem sobre o mundo e elas constituem a massa com a qual ele se molda.

Paulo Freire e Antonio Faundez (2008) dizem que o conhecimento se origina na pergunta; que não devemos dar respostas, mas ensinar a perguntar; que devemos prestar atenção nas perguntas corporais que o corpo faz; que a existência se faz perguntando.

Então...

Por que os abraços se partem sem nosso consentimento?

Por que nossa segurança é tão volúvel?

Por que, mesmo sendo feridos, o afeto do agressor ainda parece nos abençoar?

Por que a incapacidade de assumir ao ex-amor que estamos amando outra pessoa?

Por que a mesma cidade que agredia hoje agrada?

Por que a série de filmes que antes não interessava, hoje encanta?

Por que perder, hoje já não custa tanto?

Por que, passados 31 anos de vida, o findar do ano ainda me deixa emotivo?

Será que as terapias, os tropeços, os tombos, as mentiras, os dez anos de devoção, as perdas, os avanços, os estudos, os abraços partidos, nada disso me amadureceu o suficiente?

Será que há uma trilha com migalhas de felicidade para eu catar?

Será que esse monte perguntas ajuda para alguma coisa?

Para quê?

Imagem capturada em:
http://www.osarmenios.com.br/2010/06/christopher-nolan-e-o-seu-novo-vilao/

Citações das obras:
Um dois três A dança é o Pensamento do Corpo - Helena Katz
Por uma Pedagogia da Pergunta - Paulo Freire e Antonio Faundez

14 de dezembro de 2010

Você sabe alguma coisa sobre a 'câmara secreta'?


Há dois dias encontrei o famoso bruxo Harry Potter. Obviamente, ele nunca ouviu falar de mim, eu ouvi falar muito dele e esse nosso encontro é metafórico.

Quando os primeiros os livros que narram sua saga foram lançados, a partir do ano 2000, eu cursava filosofia e lembro de ouvir alguns de meus tecerem comentários do tipo: “Dizem por aí que os adolescentes de hoje não gostam de ler... Então, o que explica o sucesso de vendas do livro do Harry Potter?”

Por várias vezes, amigos e conhecidos tinham recomendado que eu assistisse aos filmes de Harry Potter, mas nunca tinha aderido. Agora, em função da curiosidade em ver a primeira parte do último filme da série, a sétima adaptação dos sete volumes escritos por Joanne K. Rowling, aproveitei as férias e uma agradável companhia para voar com Potter em seu mundo de aventura e desafios.

Os filmes “A Pedra Filosofal” (USA, 2001) e “A Câmara Secreta” (USA, 2002), ambos dirigidos por Chris Colombus, apresentam o menino Harry Potter (Daniel Radcliffe), saindo do lar hostil, no qual foi criado pelos tios, em função da morte dos pais, e entrando para a britânica escola de Hogwarts. Lá ele descobre e aperfeiçoa suas habilidades, cria importantes laços de amizade e vai arquitetando uma trajetória desafiadora.

A partir de “A Câmara Secreta”, entre cobras, aranhas, uma fênix e um diário de lembranças do qual jorra sangue, pensei nos meus ‘mundos secretos’, nos sentimentos que não manifesto, nos monstros que escondo, nas vontades não satisfeitas, nas lágrimas que podem curar dores.

Ao final do filme, refletindo acerca do que tenho vivido, mostrado, escondido, deixado e encontrado, silenciei com as palavras do sábio professor Dumbledore (Richard Harris):

“Não são nossas habilidades que revelam quem realmente somos, mas nossas escolhas.”


Imagens capturadas em:
http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=88&aba=detalhe

12 de dezembro de 2010

Porque o rumo da vida é ir morrendo


- Por que as pessoas tem que morrer?

- Para a vida ser importante. Ninguém sabe quanto tempo tem, por isso, cada dia é muito importante. Aproveitar... É o máximo que podemos fazer.

- Eu vou a funerais de vez em quando. Funerais de pessoas que eu nunca vi. "Ensina-me a viver" (Harold and Maude) é meu filme predileto. Assisti-o no ginásio e ele afetou profundamente a minha vida.

- Belo filme!


Trecho do texto que compõe o diálogo final do último capítulo da primeira temporada da série "A Sete Palmos".
Imagem capturada em:
http://betweentheclickofthelight.blogspot.com/2010/10/six-feet-under.html

a fim de que findem os fins


Finda o domingo.

Fim de semestre.

Termina o ano.

Acabam os amores jurados em meio a abraços partidos.

Não adianta, os começos e os meios sempre terminam nos fins.

A fim das coisas que penso merecer, sento na cama e despenco palavras corpo afora, para exorcizar os doídos fins, para desejar bons começos.

Sei de algumas peripécias vitais que compõem nossa tênue biologia afetiva e ainda temo pelas tentativas de um ex que ainda não admite o fim.

Um mau começo é o fim, por isso, enfeito meu medo com aromas de condão, carinhos de mão e toques de coração.

Vejo que de infinitos fins é que se fazem nossas vidas. Os gestos vão e vêm, mas o que será que fica? Finalmente, só sinto que ficam os fins.

Foto: Odailso Berté

1 de dezembro de 2010

Entre risco e nuvem


Quando começo enumerar palavras para dispor essas ideias díspares que me vem corpo afora, vejo que ainda continuo unilateral, tendencioso e curiosamente atrelado a perplexidades ternas.

Me sondam as felicidades de verdade e risco. Que risco é esse? Trata-se de arriscar? Correr o risco? Ou riscar? Rabiscar? Discorrer em riscos? Será isso uma certeza ventilada de poesia?

No vôo que me trouxe de volta, adormeci de início. Quando abri os olhos, de rosto voltado para a janela, vi que atravessava a brancura das nuvens. Tudo pareceu tão leve, tênue e sutil. Uma realidade em forma de sonho.

E tive vontade de perpetuar essa imagem real. Atravessar brancuras como quem apaga os entornos feridos, magoados e nãos quistos. Atravessar as fases difíceis e sentir as dores de outrora se desfazerem, deixando-se ser transpassadas para aportar com serenidade.

Queria que tudo só tivesse sido como nuvens escuras que, após as oscilações climáticas, clareassem de novo, permitindo serem atravessadas.

Não espero parado, mas gostaria de algo esclarecedor que me colocasse outra vez naquele lugar de tessituras afins: olhos d’água; santas, estrelas e cantoras; risos de qualquer hora; atração pela beleza que não se põe na mesa.

A conclusiva "tenho certeza que isso não é uma despedida" soa bem e quase compensa o peso da afirmativa "porque eu não quero". Entretanto, ainda me permito compreender o risco, atravessar as nuvens e querer, sem conseguir explicar.