19 de setembro de 2010

Sex and the Phantom


Quando uma relação acaba, como se desfazer daquilo que fica? O sentimento acaba junto com a oficialidade do término? O que fazer com a presença que permanece? Como afugentar o fantasma do ex-amor?

O sentimento não descola do corpo tão facilmente, tampouco se esvai sem razões. A proximidade se distancia, mas o amor edificado ao longo da duração da relação segue assombrando o cotidiano.

Desfazer-se do sentimento construído pode ser fácil para uns e um tormento para outros. Depende da intensidade com que se deu a entrega, ou, a prudência ao fazê-la. Para que, ao fim da relação, o fantasma dela não permaneça nos assombrando, será preciso que não nos entreguemos por inteiro? Amar com ‘um pé atrás’ pode garantir que o fantasma do ex-amor não nos assuste?

A ‘romântica mediunidade’ de conviver com o fantasma da relação terminada talvez consista na dificuldade que temos de nos despedir do amor. Para Martha Medeiros, “despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente”.

Seguindo a sabedoria de Martha, pode ser que esse fantasma nos assombre por não conseguirmos nos desvencilhar daquele “amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: Eu amo, logo existo”. Sendo assim, qual o melhor ritual de ‘sEXorcismo’ para afugentar esse fantasma? Só o tempo pode dizer...

Citações do texto "Despedida" de Martha Medeiros, disponível em:
http://www.dejovu.com/mensagens/ver/?3847/Despedida
Imagem capturada em:
http://www.escala1sexto.com.br/board/viewtopic.php?f=27&t=7569&start=0

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