ATIÇANDO DAMOS LOUVORES
Composto por Odailso Berté e Wolney Fernandes Da obra "San Sebastian" de Guido Reni
ATIÇANDO DAMOS LOUVORES
Composto por Odailso Berté e Wolney Fernandes
Uma dança submersa onde o corpo adere às águas sem considerar se vai morrer afogado ou não... É assim um homem quando ama. É assim que se inicia o filme "Direito de Amar - A single man", dirigido por Tom Ford, (EUA, 2009). Uma obra cinematográfica de um tratamento estético bem equilibrado e de uma narrativa visual tocante pela sensatez com que organiza verdades humanas cotidianamente invisibilisadas.
Prestes a cumprir sua própria sentença, George descobre que ainda pode despertar interesses, pode amar outra vez, pode refazer os sentidos dos seus sentimentos. E esse homem, que em toda a vida só foi feliz quando esteve conectado a outra pessoa, morre quando desiste de se matar. O coração partido que estava levando-o a se matar, pára de bater, poupando-lhe o suicídio, mas não a vida.Imagens capturadas no site Cinema em Cena: http://www.cinemaemcena.com.br/FICHA_FILME.ASPX?ID_FILME=8023&aba=detalhe
sem títuloTexto do livro "Push", de Sapphire, que inspirou o filme "Precious", dirigido por Lee Daniels. Imagem capturada em: http://luanagiampietrofilmes.blogspot.com/
Sem carregar o estigma de ser mais um filme sobre racismo, o filme "Precious", dirigido por Lee Daniels (EUA, 2009) e adaptado do livro "Push" da escritora californiana Sapphire, não é só "mais um", é outro em pleno sentido.
Em escolas ditas "normais" não havia mais espaço para ela, então, foi remetida à Escola Alternativa "Cada um ensina um", onde conheceu a professora Blue Rain, literalmente, uma chuva azul que rega o terreno para que Precious floresça. Sem mudanças repentinas e miraculosas, tanto o filme como o livro, dão a perceber um crescimento gradual feito de prazeres e agonias no processo de Precious.
Desse vale de escárnios se ergue Precious, tirando forças de sua capacidade de sonhar e do ânimo recebido da professora que a incentivou a escrever, desenhar em letras o que sentia e pensava para entender melhor, para reelaborar as experiências.
Alguns homens terão uma tendência quase que natural a romances malvados? Seriam as relações sofridas mais empolgantes que as sensatas? Como compreender a (in)sensatez do desejo humano de querer estar perto de alguém que sempre lhe escapa? Será o homem escravo dos seus desejos? E isso é ruim?
Natural é uma lei inventada, assim como os romances maus e grande parte dos bons, se é que existem. O homem cria seus romances, maus ou bons, talvez, a fim de satisfazer as suas fomes sem comida, os seus navios sem porto, as suas eleições sem votação suficiente, as suas exaustivas caminhadas sem paradas de sombra e água fresca, as suas preces sem atenção.
O engenheiro virou maçã e nos arrastou para o paraíso da cotidianidade que, mesmo com sua imensidão, consegue caber numa sala de estar. Visitantes/espectadores das mais variadas condutas assistiram/participaram da versão reduzida da obra "O engenheiro que virou maçã", concebida por Rita Aquino e Duto Santana, apresentada no dia 20 de março no Cine-Teatro Solar Boa Vista de Salvador/BA.
Qualquer espectativa de previsibilidade era subvertida pela flexibilidade com que os gestos e expressões, tal qual leve correnteza, (des)construíam-se podendo ser isso, aquilo ou aquele outro, permitindo ao público uma enamorada e democrática criação de sentidos na medida em que se relacionava com as cenas.
Aquela dança na qual todos viam as sua próprias situações, não ditas, malditas, benditas, sem nenhum palavreado, ficará cravada nos corpos daquelas pessoas que podem nunca terem se imaginado ganhando um copo d'água de uma dançarina em cena, atuando junto, sendo a arte também. Prestigiando e compondo parte daquela dança "sem cara de dança".
"Um sonho possível", filme dirigido por John Lee Hancock (EUA, 2009), pode ser visto com um conto de fadas (baseado em fatos reais), de enredo, até certo ponto, previsível, que faz refletir acerca de questões como educação, solidariedade e alteridade.
Por meio dessa nova escola, Michael conhece, ou, é conhecido por, uma família branca de classe alta centrada na figura matriarcal interpretada por Sandra Bullock que, aliás, mostra porque não merece continuar apenas com a faixa de Miss Simpatia e sim ser a melhor atriz do Oscar 2010. Ela é a super mãe, a madame que desce do salto, sem perder o glamour, atravessa a cidade, entra na periferia e traz para dentro de sua casa um rapaz negro tido como inferior, suspeito e problemático. Suas dúvidas e medos foram menores que sua solidariedade. Michael deixa a vida de "gato borralheiro" maltratado pela "madrasta" sociedade e realiza todos os seus sonhos vivendo no castelo classe A da afortunada família que o adota. Tanto o grupo de professores, que revê seus métodos para que a educação aconteça a partir da realidade do rapaz, como a família rica, que abre espaço em seus privilégios para compartilhar com o outro, instauram atitudes, que podem parecer utópicas atualmente, mas que suscitam perguntas acerca de como entendemos, ou, de quanto estamos abertos para a alteridade. Que espaço abrimos para o outro em nossa vida? Não só o outro agradável, mas aquele outro que exige meu esforço moral, afetivo e econômico. Deixando de lado as afetações religiosas de caridade, ainda vale a pena ser bom?
"Para acordar os homens e adormecer as crianças" é como se intitula o espetáculo de 2009 do Ballet de Londrina, criado por Leonardo Ramos e apresentado no Teatro Jorge Amado - Salvador/BA nos dias 17 e 18 de março de 2010.
"É isso que torna os heróis tão especiais (...) transportam as esperanças da humanidade para a esfera do esterno. Os monstros nunca morrem. Eles renascem do caos e do barbarismo que sempre fermentam embaixo da civilização (...). Precisam ser derrotados de novo, e de novo, mantidos encurralados. Os heróis personificam essa luta (...) enfrentam as batalhas que a humanidade precisa vencer, a cada geração, a fim de continuar sendo humana. Entende? (RIORDAN, 2009, p. 259-260)".
HERMES: Certa vez conheci um menino. De longe mais jovem que você! Apenas um bebê, na verdade. Uma noite, quando a mãe do menino não estava olhando, ele se esgueirou para fora da caverna e roubou algumas cabeças de gado que pertenciam a Apolo.
Rodeado de livros, cadernos, música e vento, um homem se pega dando margem à solidão. Ele se encontra com entidades sem identidade, vultos suados nos caminhos abertos pelo desejo.
Foto de Gonçalo Santos, do Espetáculo "Nelken" de Pina Bausch, capturada em:
http://valkirio.blogspot.com/2009/07/pina-bausch-ii.html
O tHErROrÍSMO dos Estados Unidos?!
O terror da guerra mina o corpo de combatentes, insurgentes e inocentes. São todos "gatos com a pata quebrada" cambaleando em meio ao lixo a às explosões. É intrigante e, ao mesmo tempo, cômica, a cena em que o comandante William James, inetrpretado por Jeremy Renner, tão hábil e corajoso em desarmar bombas, na guerra, se vê completamente perdido e indeciso ao ter que escolher qual cereal comprar, no supermercado.
Conversa entre o professor de matemática e o de filosofia:
Fotos de John Ross, Espetáculo "Nelken" de Pina Bausch, capturadas em:
"O ladrão de raios", livro 1 da saga "Percy Jackson e os Olimpianos" de Rick Riordan.
Poseidon, mesmo sendo o deus que tem poder sobre os mares, não se dá conta do mar de perguntas, anseios, afetos partidos e distâncias que deixou ao filho, crescido sem conhecer o pai.
Atena, Zeus, Poseidon... Teremos laços afins?
PERCY: Você quer dizer que os deuses gregos estão aqui? Tipo... nos Estados Unidos?
LUKE: Nós não passamos de peões dos deuses. Eles já teriam sido derrubados há milhares de anos, mas persistem, graças a nós...
BAILE DAS MAIS CARAS IMAGENS
Composto por Odailso Berté e Wolney Fernandes
Cultura é uma questão metafísica?
Os dias aparecem um depois do outro divididos pelo escuro e pela clareza, coisa mais normal do mundo. Mas o que vai alterando a magnitude de cada dia, além do espetáculo natural, é o que vamos empreendendo cotdianamente na teia evolutiva.
SE MANCA SOLDADO
Composto por Odailso Berté e Wolney Fernandes
Elke, Jaque, Nirlyn, Oda, nós 4uatro. Fomos ver o 5inco.sobre.o.mesmo, trabalho de dança contemporânea, concebido e coordenado por João Queiroz (Teatro Vila Velha - Salvador), no qual 5inco criadores-intérpretes desenvolveram, independentemente, adaptações-recriações do texto "Orta ou alguém dançando" de Gertrude Stein. Após 8ito meses de trabalho individual os 5inco se juntaram para integrar os resultados e definir o formato do espetáculo.